Terça-feira, 13 de Julho de 2004

Novo modelo organizacional de gestão? (IV)

No texto anterior olhava para a estrutura organizacional do modelo de gestão à procura de eventuais pontos críticos de funcionamento. Embora o conjunto de competências de cada um dos órgãos esteja definido pela lei, a articulação e as dinâmicas de funcionamento decorrem da cultura escolar e expressam a singularidade da escola.
Esta maleabilidade e plasticidade das estruturas orgânicas da escola são confrangedoramente formais e legalistas subordinando-se à ditadura dos créditos horários.
E se as escolas fossem autónomas na definição, enquadramento e gestão das suas próprias estruturas orgânicas?
3. O terceiro motivo que me levaria à adopção de um novo modelo de gestão escolar encontra-se nos limites de intervenção do próprio modelo. Seria um “modelo de gestão flexível, local e determinado pela singularidade da escola situada”.
publicado por Miguel Pinto às 16:35
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3 comentários:
De pi + 2 a 14 de Julho de 2004 às 11:09
Relativamente ao comentário do mac diria que globalmente as escolas não se interessam pela autonomia que eventualmente poderiam ter, uma vez que elas nem sequer aproveitam a autonomia limitada de que dispõem. Isto não invalida a capacidade transformadora de muitas escolas no seu quotidiano, seguramente louvável. Mas o que afirmei relativamente à ausência de uma cultura de mérito na carreira docente aplica-se de igual modo ao comportamento organizacional das escolas. Para quê tentar ser uma escola melhor? O que é que ela ganha com isso? A consciência do dever cumprido?
De saltapocinhas a 14 de Julho de 2004 às 01:13
Vim retribuir a tua visita. Mas, como só a esta hora consegui entrar, amanhã venho ler com calma! :)**
De mac a 13 de Julho de 2004 às 20:21
"E se as escolas fossem autónomas na definição, enquadramento e gestão das suas próprias estruturas orgânicas?"
Será que nas escolas se quer realmente responder de uma forma individual às questões que se colocam a cada uma especificamente?
Será que não preferem respostas prontas, já preparadas num catálogo? Será que querem realmente reflectir e actuar de uma forma consciente, adequada e não padronizada?
Será que se informam, se actualizam, promovem a aprendizagem de todos?
Será que se importam com isso? Será que aproveitariam esse espaço para realizar um trabalho inclusivo e respeitador das diferenças?
Será que dariam ao trabalho?
Não sei não.

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