Sábado, 10 de Julho de 2004

Fragilidades.

Do comentário ao texto anterior depreendo uma crítica ao actual modelo de gestão das escolas que revela, sem dúvida, (algumas?) fragilidades. Ainda não fui confrontado com argumentos consistentes que me fizessem vacilar na defesa deste modelo. Mas não será pela presença de uma praga de acólitos ou a existência de práticas de colaboração que conduzem ao paternalismo e paroquialismo que rejeitarei o modelo de gestão democrático (mesmo que conjunturalmente se torne autocrático).
Os acólitos encontram-se onde existe o poder e este vírus mutante ataca independentemente do modelo que governar o sistema.
publicado por Miguel Pinto às 02:15
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5 comentários:
De pi + 2 a 10 de Julho de 2004 às 23:24
Continuo sem perceber que tipo de argumentos poderiam ser aduzidos para convencer os que, por motivos diversos, continuam a defender o actual modelo de gestão das escolas. O modelo vigente é gerador de perversidades e disfunções que hoje estão à vista de todos. A principal crítica que lhe dirijo é que ele assenta na perpetuação de um sistema de poder que de democrático só tem o nome. Tive a oportunidade de trabalhar numa escola que ensaiou o modelo de gestão que hoje se encontra em vigor. Tendo em conta essa experiência, absolutamente desastrosa sob todos os pontos de vista, e recordando-me bem do modelo anterior, também muito mau, julgo impor-se uma mudança de modelo organizacional na gestão das escolas públicas. Um modelo de geometria variável, consoante o projecto educativo da escola, mas assente em vários princípios basilares: 1. Eleição por concurso público de um director executivo, não necessariamente um docente, escolhido com base no seu currículo, dando preferência a candidatos com cursos pós-graduados em gestão escolar. 2. Os candidatos seriam avaliados por um júri, composto por membros que incluam elementos externos à escola. 3. Limitação do número de mandatos a exercer por parte dos órgãos executivos. 4. Controlo da direcção executiva por parte da Assembleia de escola salvaguardando, dentro de determinados limites, a autonomia da direcção. 5. Avaliação da gestão, pela assembleia de escola e, eventualmente, por entidades externas, tendo em conta objectivos consignados em planos anuais de melhoria do funcionamento escolar.
De miguel soysa a 10 de Julho de 2004 às 15:00
concordo contigo, até porque as sociedades privadas que fizeram para os hospitais demonstraram ser ainda mais desastrosas....talvez tenha a ver com a falta de criatividade dis gestores que só têm uma maneira de baixar os custos...os despedimentos...pode ser agora com uma maioria de direita, u8m governo de direita e um presidente que se passou +para a direita, seja possivel esse gestores mente-captosc consigam os seus propositos e começem a despedir tudo o que é funcionário publico
De Miguel Pinto a 10 de Julho de 2004 às 13:31
Primeiro a questão central: Na entrada anterior quis dirigir o meu olhar para a liderança, e muito concretamente, para o estilo da liderança. Da negação do líder heróico, coercivo e autoritário emergirá, na minha perspectiva, uma cultura de liderança onde os líderes devem ser encontrados a vários níveis. É uma ideia de descentralização da liderança.
Depois a questão acessória: O actual modelo de gestão e administração encontra o seu enquadramento legal no Decreto-Lei nº 115-A/98. Uma das propostas mais aguardadas, e ainda por concretizar, era a possibilidade da realização de contratos de autonomia que superasse a voracidade centralizadora do ministério da educação. Que alternativas se apresentam para superar este impulso autonómico? Ultrapassadas as perversidades e esclarecidos os paradoxos do actual modelo de gestão assente na tríade Assembleia de Escola, Conselho/Director Executivo e Conselho Pedagógico, que alternativas se oferecem?
De pi + 2 a 10 de Julho de 2004 às 11:23
"Ainda não fui confrontado com argumentos consistentes que me fizessem vacilar na defesa deste modelo." Uma pergunta: que tipo de argumentos é que pensa que o poderiam fazer mudar de opinião?
De Jos Manuel Faria a 10 de Julho de 2004 às 10:26
Os docentes têm medo ao actual modelo de Gestão, vide Assembleia de Escola, onde 11 membros podem destituir a direcção executiva(maioria). Nenhuma escola deste país exerceu esta "bomba atómica", nem o Sampaio, o medricas!

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