Segunda-feira, 21 de Junho de 2004

Educação obrigatória

Arredados da discussão em sede própria (na escola), os professores, encarregados de educação e demais interessados, tomaram conhecimento pelos meios de comunicação social de uma ocasional (se atendermos ao consenso gerado) alteração à LBSE. Uma das medidas integradas na futura Lei de Bases da Educação é o aumento da escolaridade obrigatória de nove para 12 anos.

Vejamos a proposta de Sacristán (2002: 86)  para este debate que afinal não existiu:

  • À educação obrigatória compete a educação geral.

  • A especialização educativa nas escolas.

  • Um ensino obrigatório com um conteúdo valioso.

  • Um sujeito dotado de ferramentas básicas para inserir-se no mundo cultural.

  • A cultura escolar substantiva e densa deve ser subjectivada e atraente para fazer parte dos sujeitos.

  • A cultura escolar deve aproveitar a variedade e a riqueza dos meios através dos quais nos pode ser acessível.

  • O aluno que aprende é um ser singular que deve ser apoiado na sua autonomia.

  • A educação ilustradora requer um clima que possibilite a expansão criadora.

  •  Professores de qualidade para a educação obrigatória.
  • </ul>
    publicado por Miguel Pinto às 18:46
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    5 comentários:
    De Miguel Pinto a 22 de Junho de 2004 às 12:55
    Estou esclarecido.
    De Henrique Jorge a 22 de Junho de 2004 às 12:23
    Concretizando.
    A educação obrigatória até ao 9º ano reduziu esses 9 anos a uma coisa que tem de ser cumprida. Faz-se tudo para passar os alunos e "pô-los a andar". Como já tive ocasião de referir, o facto de um alunos terminar o básico com notas de 3, 4 ou 5 não significa nada em relação aos seus níveis de conhecimento.
    Quero acreditar que o secundário ainda não é assim e, por isso mesmo, digo que o alargamento de 9 para 12 anos não deverá ser o alargamento da mediocridade (pressupondo que o secundário não será tão medíocre)
    De Miguel Sousa a 22 de Junho de 2004 às 01:42
    Concordo com a educação obrigatória, da mesma forma que acredito que ela só terá sucesso quqando a tutela criar mecanismos facilitadores às escolas tomare medidas capazes de ajudar o aluno a passar por ela com sucesso. Uma das medidas claras passa por rever os créditos horários dados às escolas para apoio. Mas há muito mais e desafio-te, caro amigo a debater a questão....um abraço
    De Miguel Pinto a 22 de Junho de 2004 às 00:32
    Caro Henrique, será possível concretizar o que quer dizer? ;o)
    Porque é que considera a escolaridade até ao 9º ano medíocre? O seu comentário sugere o actual ensino secundário com maior qualidade do que o seu antecedente. Onde é que essa qualidade se manifesta?
    De Henrique Jorge a 21 de Junho de 2004 às 23:32
    O debate do alargamento para 12 anos não existiu, da mesma forma que já não tinha existido debate acerca dos 9 anos. E a questão principal não tem nunca a ver com 9 ou 12, mas com o conteúdo e o formato desses anos. Aliás, os items de Sacristán aplicam-se a qualquer modelo de educação obrigatória (interessante a forma como lhe chama educação). Se os 12 anos significarem o alargamento da mediocridade dos 9 para 12, então esta-se a dar um retrocesso no sistema educativo, com a aparência exterior de um avanço. Estamos perante uma medida demagógica no seu formato mais perverso.

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