Terça-feira, 15 de Junho de 2004

Ensino secundário livre das amarras.

Uma vez mais cruzam-se olhares em torno dos caminhos que a educação pode trilhar. No blog Nós-selanão surpreende a perspectiva dominante dos colegas do ensino superior que enfatizam o carácter instrutivo do ensino básico e secundário. O objectivo é o apetrechamento dos alunos com um nível de conhecimentos sólidos e estruturados que lhes permitam abordar o ensino superior, no ramo científico ou humanístico, com as ferramentas adequadas para as exigências desse nível de ensino.
Será possível pensar num ensino secundário livre da tutela do ensino superior, livre da função selectiva, que dê um maior relevo à função educacional e promocional dos alunos? Interessante a ideia do Manuel que remete para as universidades a realização dos exames de acesso.
Há, sem dúvida, um novo fôlego na discussão.
publicado por Miguel Pinto às 21:55
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7 comentários:
De MJMatos a 16 de Junho de 2004 às 18:15
crinado = criando
De MJMatos a 16 de Junho de 2004 às 12:08
Relativamente ao comentário de pi+2, acima, acrescentaria eu que o que é mencionado como uma competência para acesso ao superior a conferir pelo básico e secundário, também é uma competência básica de cidadania. Não penso que seja útil definirem-se os objectivos do básico e secundário em função do superior. Isso é, claramente, redutor do papel daqueles níveis de ensino, crinado eventuais conflitos de interesse quando existem, em paralelo, objectivos mais profissionalizantes, As competências básicas de cidadania, essas sim, já me parecem um bom objectivo estruturador.
De Henrique Jorge a 16 de Junho de 2004 às 11:32
Eu coloco apenas uma questão: prescindem os professores do Ensino Básico e Secundário da sua avaliação? Imagino que não. Os exemplos que tenho, até revelam uma tendência para que essa avaliação decorra com o maior poder discricionário possível por parte do próprio professor.
Quie coisa estranha esta ideia de que mais ninguém deve avaliar os alunos!... Porquê?...
De pi + 2 a 16 de Junho de 2004 às 10:59
O que penso que maioria dos professores do ensino superior (ES) deseja é que os seus alunos oriundos do ensino secundário, em particular aqueles que frequentaram vias não profissionalizantes, seguramente mais estruturadas para o acesso ao ES, possuam um conjunto de conhecimentos e de competências que fazem parte dos objectivos curriculares do ensino secundário. Nem mais nem menos. Um exemplo muito claro para que se entenda o que pretendo dizer: será aceitável que um aluno que entra no ensino superior não saiba redigir um texto em português de forma minimamente estruturada, sem erros ortográficos ou de pontuação? Conhecimentos e competências desta natureza deveriam ter sido asseguradas há muito ao nível do ensinos básico e secundário. Acha que afirmar isto é remeter o ensino secundário a uma vertente instrutiva? Eu penso definitivamente que não é. Até porque espero muito mais dos ensinos básico e secundário.
De MJMatos a 16 de Junho de 2004 às 05:57
Não se esqueça de dizer qual seria o objectivo do Secundário sem amarras, no seu entender (sem segundas intenções).
De Miguel Pinto a 16 de Junho de 2004 às 00:14
É uma boa sugestão RJB. Talvez na próxima entrada. ;)
De RJB a 15 de Junho de 2004 às 23:00
Caro Miguel Pinto: Não seria possível "pegar" nos comentários e transformá-los em posts? Há-os muito pertinentes e...

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