Sábado, 12 de Junho de 2004

Frentes de discussão.

Da discussão sobre a escola paralela (das explicações ou dos centros de estudo) e ensino secundário elejo 4 questões que podem desencadear novos olhares:
Será forçoso que o ensino secundário se transfigure no funil de acesso ao ensino superior?
Serão os exames nacionais imprescindíveis na aferição da qualidade dos saberes dos alunos?
De que padecem as disciplinas de Matemática, Inglês, Física e Química que, invariavelmente, fazem encalhar os alunos?
Quem é se assume vencedor neste modelo de organização do sistema educativo? E quem são os perdedores?
publicado por Miguel Pinto às 12:24
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11 comentários:
De Miguel sousa a 14 de Junho de 2004 às 10:42
Acredito que perante a massificação do ensino há que afunilhar para que o valor técnico-profissional aumente, aliás acredito que a melhoria da produtividade deve começar por aí.
Continua acreditando que os exames nacionais podem ter um papel importante,. continuo a questionar-me se o peso que têm para a vida dos alunos é demasiado.
Os perdedores são os alunos porque sofrem as consequências dum sistema educativo que anda ao zigue-zague há muito tempo....é tempo de dar tempo às políticas para que se possa tirar ilações mais concretas
De Henrique Jorge a 13 de Junho de 2004 às 17:31
Hoje os professores do ensino básico (essencialmente), como tudo está na sua mão e tudo depende deles em termos classificativos, usam a nota como instrumento de exercício de poder. Sobem-na se há protestos quanto ao conteúdo das aulas ou contra o comportamento deles, e baixam-na para castigar alunos ou como represália.
De Henrique Jorge a 13 de Junho de 2004 às 17:27
Em 1971, 72, 73, ... falava-se e protestava-se na utilização dos exames como instrumento repressivo sobre os estudantes (alguns lembrar-se-ão do ambiente que se vivia). Hoje usa-se a nota como instrumento repressivo e diz-se que assim é que tem de ser. Eu sou contra isso (como já o era em 71). Não vejo outra saída que não passe pela avaliação independente e objectiva.
De Henrique Jorge a 13 de Junho de 2004 às 17:23
"Só com um elevada dose de optimismo é que se crê que uma pretensa arbitrariedade docente cessará nos níveis de ensino onde há exames"

Absolutamente de acordo. Não bastam os exames. O que quero dizer é que é preciso introduzir um processo de avaliação externo, independente e objectivo.

Quanto à questão seguinte direi que não me expressei bem. Não aceito que numa turma de 25, 30, 35 alunos apenas fiquem aprovados 4 ou 5 e o professor continue a achar que está tudo bem. Num colégio privado de grande prestígio, em Lisboa, no 7º ano, a Português, numa turma de vinte e poucos alunos, 19 tiveram negativa. O Colégio diz que são as necessidades de exigência, resultantes da competitividade, blá, blá,... etc.. A exigência da competitividade ficou nos miúdos e não chegou aos professores. É um exemplo.
De Miguel Pinto a 13 de Junho de 2004 às 12:55
Caro Henrique Jorge, embora o seu comentário careça de uma explicação avanço com duas breves notas sobre a sua argumentação.
Só com um elevada dose de optimismo é que se crê que uma pretensa arbitrariedade docente cessará nos níveis de ensino onde há exames. Sugiro a leitura deste texto de José Pacheco http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3171 (http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3171)
e o que eu escrevi sobre o assunto em http://arcanjo.blogs.sapo.pt/arquivo/069482.html (http://arcanjo.blogs.sapo.pt/arquivo/069482.html) e http://arcanjo.blogs.sapo.pt/arquivo/066943.html. (http://arcanjo.blogs.sapo.pt/arquivo/066943.html.)
As duas outras questões sugerem um deslizamento da discussão de um plano mais abrangente e genérico para um plano de natureza pessoal. Como sabe, a massificação do ensino teve os seus custos. Ao enfatizar os resultados obtidos pelos alunos do seu tempo denota uma arbitrariedade de análise que, estou certo, quererá arredar. ;)
De whiteball a 12 de Junho de 2004 às 23:00
Tanta pergunta, meu caro...e é preciso muita reflexão para se responder seriamente a todas elas; acho que o que falta à escola é um pouco de reflexão, precisamente...Abraço, WB
De Henrique Jorge a 12 de Junho de 2004 às 16:43
E faço eu outra pergunta:
Porque é que quando eu estudei Matemática, numa turma de 25 chumbavam quatro ou cinco alunos, e hoje, numa turma com a mesma dimensão, passam quatro ou cinco?
Há uma amiga minha, que andou comigo na FCL (Matemática) em 71, 72, 73, etc., que diz que a culpa é nossa. Eu acho quee la tem razão.
De Henrique Jorge a 12 de Junho de 2004 às 16:39
Sempre vou tecer um comentário acerca de outra pergunta.
«De que padecem as disciplinas de Matemática, Inglês, Física e Química que, invariavelmente, fazem encalhar os alunos?»
Porque é que hão-de ser as disciplinas a padecer e não os professores? De onde é que vem esta capacidade que os professores têm (individual e corporativamente) de sacudir a água do capote?
De Henrique Jorge a 12 de Junho de 2004 às 16:32
Respondo apenas à questão sobre se "serão os exames nacionais imprescindíveis na aferição da qualidade doss aberes dos alunos". Não são. Os exames nacionais são a única forma de acabar com a arbitrariedade docente que grassa nos níveis onde não há exames nacionais. Hei-de explicar o que estou a dizer, com todos os pormenores, no meu blog.
De MJMatos a 12 de Junho de 2004 às 15:29
Uma boa sugestão, essa de levar a discussão a cada escola. Leva a que não se aceitem orientações do Ministério sem sentido crítico; e que os professores não sejam meros funcionários.

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