Terça-feira, 1 de Junho de 2004

Espaço intercorporal.

Para que servirá esta exposição à crítica, ao reparo e ao acrescento elevado, ao reles ataque pessoal assumido ou dissimulado?
Dos meus blogues favoritos (são todos os que se encontram à esquerda, uns mais favoritos que outros como é evidente) é raro encontrar um que não tenha olhado para dentro de si, cada um no seu estilo singular, deixando transparecer algum desconforto pela intensidade (ou falta dela) dos outros olhares.
Esta ausência corporal, fundamental nas relações humanas, torna-se paradoxal. É a partir deste corpo vivido (exibido atrás de um qualquer teclado), desta corporeidade enquanto fenómeno-história, que se constrói o sentimento de identidade pessoal. Ora, a partir da privação voluntária da corporeidade castramos a emoção emergindo um dilúvio de equívocos na função comunicacional. Por outro lado, ao diluirmos os estereótipos corporais desejamos uma recompensa que aponta para um tipo de racionalidade amplamente refutada por António Damásio.
Transpondo esta reflexão para a nossa prática, podemos estar descansados que o acto educativo nunca abandonará o espaço intercorporal.
publicado por Miguel Pinto às 08:47
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