Sexta-feira, 7 de Maio de 2004

Mais Conselho Pedagógico.

Diz o diploma (Dec. Lei 115/A) que o conselho pedagógico (CP) é o órgão de coordenação e orientação educativa da escola, nomeadamente nos domínios pedagógico-didáctico, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente. Por força da lei, o CP foi transformado num órgão meramente consultivo. Apresenta propostas, elabora planos, define critérios, requisitos e princípios gerais, impulsiona iniciativas e experiências, acompanha e avalia a execução das suas deliberações e recomendações. Intervém no processo de avaliação do desempenho dos docentes e adopta os manuais escolares. Embora desprovido de poder deliberativo, a acção do CP é decisiva na dinâmica e vitalidade da escola. Mas, há quem beneficie com um CP amorfo, acomodado, bajulador e seguidista. Os caciques, os acólitos, as negociatas, o “modus vivendi” instalado.

Ao vasculharmos os problemas do sistema educativo temos encontrado no Ministério da Educação um bom alvo para dispararmos com a nossa insatisfação, com o nosso mal-estar. Sendo certo que do ME grassam muitos dos erros do sistema educativo graças ao autismo governamental e à desconsideração da função docente aos olhos da opinião pública, não deixará de ser verdade que são os professores os administradores das escolas. Sendo maioritários nos centros de decisão locais (enquanto não chegam os gestores), os professores são os responsáveis pelo que de bom ou mau se faz numa escola.

Dizer que os conselhos pedagógicos não funcionam é reconhecer a inaptidão dos professores, não só dos professores representantes, mas de todos os outros que os elegeram. Concordo com o Manuel quando diz que tem pavor a tudo o que não é político, a tudo o que é apolítico. É, no fundo, disso que se trata quando procuramos as resistências e os problemas de funcionamento da escola.

publicado por Miguel Pinto às 20:04
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1 comentário:
De Miguel Sousa a 8 de Maio de 2004 às 15:51
Caro amigo, primeiro do que tudo a competência do professor não pode nem deve advir do facto de possuir um discuros político ou apolítico. Por outro lado confesso que muito dos maus exemplos que tenho visto na escola vem dos professores que têm discursos políticos, embora não tenha qualquer dificuldade em assumir que por parte de alguns apolíticos tb já vi muita "pasmaceira" e "bajulice", acho que não é determinante. Ao contrário, este m,odelo de gestão de escola espalhando a decisão por tudo e por todos, esvaziou os órgãos. Estou frontalmente a favor do antigo modelo.

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