Sexta-feira, 12 de Março de 2004

As nossas teias de aranha...

Há momentos em que sinto dificuldade em esclarecer o que me parece óbvio. Dirão que isso acontece porque me tornei refém dos meus dogmas, que não sou o professor reflexivo que declaro ser, que encaro os problemas embalado por uma suposta arrogância científica, que não possuo instrumentos suficientemente preparados para abordar a complexidade dos fenómenos e extrair deles um entendimento global, etc., etc., etc.
Admito que todas estas premissas concorrem para esta minha incapacidade em lidar com as coisas simples.
Não se trata de procurar desvendar um qualquer enigma. Trata-se de limpar as teias de aranha dos meus canais de comunicação. Quantas vezes vemos nas dúvidas dos outros um álibi que usamos para camuflar as inseguranças no domínio das matérias que, supostamente, teriam de estar apropriadas? Quantas vezes?
Isto a propósito do post do Manuelque dá conta de uma declaração do Presidente da República onde se apela para a necessidade de olhar para a realidade com outros olhos, porventura mais optimista. Não quero enfatizar a mensagem política que esta afirmação encerra. Vou olhar para esta mensagem e transpô-la para o meu quotidiano.
publicado por Miguel Pinto às 16:40
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4 comentários:
De Miguel Pinto a 13 de Março de 2004 às 12:35
Re João: As teias de aranha são um legado da nossa cultura profissional. Será uma inevitabilidade reproduzir passivamente esta herança? Um abraço para os dois.
De Miguel Pinto a 13 de Março de 2004 às 12:30
Re Manuel: Há, efectivamente, o risco de nos distrairmos com a inacção do governo diminuindo desse modo a vigilância para as questões situacionais. Também corremos o risco de ficarmos encandeados com a intensidade do nosso dia-a-dia e caminharmos em direcção ao isolacionismo. Mas concordo contigo quando afirmas que as soluções para os problemas passam por nós, que estão mesmo ao nosso lado, que condicionaremos o desenrolar dos acontecimentos agindo sobre o nosso envolvimento.
De Joao a 13 de Março de 2004 às 03:52
É amigo, essas teias de aranha já estão muito acomodadas.É uma questão de mentalidades e isso leva muito tempo a mudar,talvez séculos!Um abraço!
De manuel cabea a 12 de Março de 2004 às 18:23
Não sou um desses rapazes que gostam de ver tudo azul bébé, cor de rosa ou cor de cherne quando foge.
Mas atravesso uma fase em que me deparo a analisar problemas e a perspectivar, coladinhas ao problema, algumas hipóteses de trabalho que podem ser uma solução.
O engraçado é deparar na escola que frequente com inumeros problemas que estão montados em cima de soluções.
Culpar o sistema nada resolve, dizer que este governo é uma total inoperância, não adianta. Têm de passar por nós, nos nossos contextos, as soluções. Talvez pela escola cultural, talvez pelo regresso às bases, talvez por um olhar...

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