Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2004

Educação sexual e o faz de conta.

Enquanto o executivo vacila e os jornais tentam disfarçar a inoperância política, há gente “anónima” no terreno a trabalhar na matéria. Afastadas dos loobies políticos e puritanos, estas pessoas e as suas opiniões serão irrelevantes para quem decide, porque o que conta é o faz de conta.
Embora ainda não esteja disponível o endereço do projecto “JOVENS SAUDÁVEIS EM ACÇÃO: Projecto de Educação Sexual”, e para que todos possamos perceber do que se trata, aqui se dão conta das linhas mestras do referido programa.
“Este projecto visa, fundamentalmente, produzir e difundir conhecimento sobre as dinâmicas de educação sexual criadas na escola por um grupo de professores, com a colaboração, quando possível, do(a) psicólogo(a) escolar e do(a) médico(a), que previamente participaram numa "Oficina de Formação" orientada pelo investigador. A estruturação desta formação contínua de professores foi feita com base nas concepções detectadas na primeira etapa da investigação, entre 87 professores de vários grupos disciplinares, 16 médicos e 5 psicólogos escolares, das escolas do Distrito de Braga, e dá total ênfase ao trabalho orientado para a acção e a uma metodologia orientada para o aluno.
O projecto está estruturado em duas fases:
- Formação Contínua de professores: os professores para colaborarem neste projecto frequentaram a Oficina de Formação "Promoção da Saúde e Educação Sexual";
- Implementação na escola de um Projecto de Educação Sexual.
É um projecto baseado na abordagem IVAM de Bjarne Bruun Jensen: Investigações- Visões, ideias ou percepções- Acções & Mudança.
Inclui actividades curriculares disciplinares, curriculares não disciplinares e de enriquecimento curricular.
Os objectivos são os seguintes:
- Promover a participação genuína dos estudantes na selecção dos problemas de saúde sexual e reprodutiva, nas suas visões sobre eles e nas tomadas de decisão envolvidas no processo de acção;
- Partilhar as acções de saúde sexual e reprodutiva realizadas nas várias escolas envolvidas neste Projecto;
- Explorar visões sobre a saúde sexual e reprodutiva entre alunos da mesma escola, das escolas envolvidas no projecto e, quando adequado, de outras escolas nacionais e estrangeiras;
- Desenvolver e testar estratégias para conhecer como é que a TIC pode fortalecer o trabalho das escolas na educação sexual e reprodutiva;
- Desenvolver métodos para incorporar as perspectivas anteriores no currículo escolar de maneira a inspirar e informar outros professores interessados.”

Quem ganhará com o isolacionismo institucional a que estão votadas as instituições de ensino superior, as escolas secundárias e as escolas básicas?
Será ou não irrelevante saber a quem cabe dar o primeiro passo em direcção à colaboração?
Não seria sensato que a iniciativa deste processo de aproximação fosse determinada pelas características do contexto em vez de a impormos através de um qualquer modelo piramidal?
publicado por Miguel Pinto às 10:57
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