Domingo, 22 de Agosto de 2004

Interesse (do) público.

Na tarde de ontem, na comemoração do aniversário de uma filha de um casal amigo deixei-me envolver por uma daquelas conversas de ocasião. A discussão centrada na análise do jogo de futebol era, sem qualquer surpresa, declaradamente facciosa. Esta cena que poderia ser observada em qualquer dos programas televisivos que culmina a semana futebolística já foi muito bem interpretada pelo actual primeiro-ministro na sua performance de adepto de futebol. Como tal acontece na televisão, subia o tom de voz à medida que escasseavam os argumentos. Como tal acontece na televisão, a conversa redonda e sem substância não visa esclarecer a complexidade do fenómeno, tornar acessível a lógica interna do jogo, descodificar os discursos hegemónicos. Se assim fosse, estariam sentados em frente das câmeras outros especialistas, talvez menos mediáticos, mas que acrescentariam algo mais ao assunto. Se assim fosse, talvez as conversas de ocasião deixassem de ser sectárias.
Será forçoso que a televisão do interesse público continue subjugada ao interesse do público?
publicado por Miguel Pinto às 04:12
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