Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004

Olímpicos

A participação da selecção olímpica de futebol foi um fracasso. Independentemente da lente de análise que for usada é difícil encontrar, no plano desportivo ou financeiro, na participação colectiva ou individual, algum aspecto que mereça ser louvado.
A selecção lusitana de futebol gozou, como nenhuma outra participação olímpica nacional, de condições para aspirar ao ceptro da competição. Os responsáveis federativos reclamam, legítima e sistematicamente, maiores investimentos e apoios para que se consolidem as prestações desportivas patenteadas pelos principais clubes e selecções nacionais dos seniores e dos escalões etários inferiores nos últimos anos.
Uma parte significativa do investimento nos clubes, equipas técnicas e atletas de alto nível é obtida pelo desvio de dinheiros públicos para a coisa futebolística. Seria um erro lastimável usar a mesma grelha que é usada para a avaliação dos resultados obtidos nas competições internacionais do futebol nas restantes federações nacionais e atletas (normalmente carolas) que lutam pela sobrevivência das suas modalidades, muitas vezes no anonimato, durante o período olímpico.

Não se trata de branquear erros ou irresponsabilidades dos actores envolvidos no cenário olímpico nas modalidades desportivas bastardas. Fazer depender as nossas críticas à participação portuguesa dos resultados obtidos pelos atletas (amadores) é um sinal que denuncia uma manifesta inocência no entendimento da coisa desportiva.
publicado por Miguel Pinto às 19:28
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1 comentário:
De Henrique Jorge a 19 de Agosto de 2004 às 23:27
Em 1981 - andava eu no então ISEF - numa aula com o Prof. Manuel Sérgio levantou-se uma conversa acerca do que ganhavam os futeblistas. O Manuel Sérgio era amigo de uma porção deles e falava, com frequência, do Shéu que, realmente, ganhava bem - e acrescentou - mas "não queiram comer o pó que ele come". Alguém lhe respondeu que eles não são os únicos a comer esse pó. É verdade - disse ele.
O que o Shéu ganhava em 1981 era uma sombra do que ganham os jogadores de futebol desde a lei Bosman. Ganham tudo e, de um modo geral, não valem nada. São apenas gladiadores e isso ninguém lhes explica.

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