Quinta-feira, 20 de Maio de 2004

Conversas da treta

Amanhã vou ouvir o principal responsável pela actual política educativa e já me preparei para o teor da conversa. Não consumirei qualquer fármaco para suportar o embate porque durante a semana o Canal Parlamento serviu de campo de treinos.
Que bom seria ter de me retratar pelo que digo.
publicado por Miguel Pinto às 21:25
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Reclamar um novo espaço

O tempo tem consumido o meu tempo. Incontestável é esta relação do tempo com o espaço como relembra o Manuel: Será que posso pensar um espaço (educativo, lúdico, profissional, social) sem ter em consideração o seu tempo, o tempo para o uso e para o usufruto desse espaço? Parece-me claro que a compressão do tempo e do espaço que caracteriza este tempo reclama uma relativa autonomia na acção dos professores e (aqui deixo-me embalar pela escola situada) diferentes níveis de autonomia conforme a singularidade das instituições.
Pois é, e se os professores dispensarem esta coisa da autonomia?
publicado por Miguel Pinto às 00:18
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2004

A doença do curricularismo

O principal investimento na educação não pode ser feito no quadro legislativo... Aguardam-se mudanças centradas nas escolas e na articulação de territórios educativos concretos... Há um investimento em paradigmas e orientações erradas! (Joaquim Azevedo)
publicado por Miguel Pinto às 21:08
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A (des)organização curricular

Os seminários, congressos,... ou espaços de reflexão, servem para testarmos alguns dogmas que recusam o efémero. Disparatadamente, deixo-me desapontar quando no regresso tenho dificuldade em lembrar-me de um mísero argumento que os contestasse.
Foi assim após uma abordagem ao Dec. Lei nº 74/2004.
publicado por Miguel Pinto às 21:02
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O meu tempo

Durante dois dias usei o meu tempo de forma pouco rotineira. Advoguei o tempo fenomenológico e decidi dar-lhe o meu sentido. Não circunscrevo este olhar para o tempo à fuga terapêutica. Na verdade, esse retiro seria legitimado pela intensificação do trabalho que, paulatinamente, vai entrando no nosso tempo livre. Refiro-me a uma saída para o interior. Como dirá o publicitário, é como se fosse para fora cá dentro. É, afinal, deixar pousar um conjunto de ideias, querer amadurecer alguns projectos, juntar as pontas para conceber uma estratégia.
Claro que existem outros caminhos, outros olhares, talvez num outro tempo.
publicado por Miguel Pinto às 19:00
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Domingo, 16 de Maio de 2004

O tempo fenomenológico.

É claro que o tempo é fenomenológico. Diferem os sentidos subjectivos do tempo para os professores, gestores, administradores e alunos. Olhando agora para as questões que suscitaram esta reflexão encontro várias respostas. Para os professores a carga docente será alta. Para os gestores e administradores que querem controlar e rentabilizar o tempo dos docentes, a carga docente será baixa. Para os alunos, se atendermos às manifestações de desagrado que foram provocadas pela actual reorganização curricular, a carga horária com o docente será elevada.
publicado por Miguel Pinto às 21:50
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Na génese do gestor escolar.

No post anterior destaquei a dimensão sócio-política do tempo. Há, efectivamente, uma separação clara entre os interesses, responsabilidades e as perspectivas temporais a eles associadas entre os professores e os administradores. Do choque de perspectivas temporais resulta a intensificação do trabalho dos professores. Considero até que por via desta dissonância emergiu a tentativa (frustrada) do actual ministério da educação em impor a entrada de gestores (não professores) para os órgãos de gestão e administração escolares. Devido à sua perspectiva policrónica do tempo, os professores retardam o ritmo da mudança e implementação das reformas. Da colisão de perspectivas temporais decorre o seguinte paradoxo: quanto mais rápido e irrealista é o prazo de implementação dos processos de inovação mais o professor o tenta alargar. Por seu lado, o administrador fica mais ansioso e mais disposto a acelerar o ritmo e encurtar o prazo para assegurar a ocorrência da mudança.
Voltarei ao assunto.

Nota: (Hargreaves (1998) utiliza a conceptualização do tempo monocrónico e policrónico do antropólogo Edward Hall. Como refere Hall, as pessoas que funcionam no âmbito de um quadro de tempo monocrónico concentram-se em fazer uma coisa de cada vez, em série, numa progressão linear. No âmbito do tempo policrónico, as pessoas concentram-se na feitura de várias coisas ao mesmo tempo, por processo de combinação. No âmbito dos quadros temporais policrónicos, existe uma sensibilidade extrema para o contexto.)

publicado por Miguel Pinto às 21:07
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Tempo «monocrónico» ou «técnico-racional»

Do post anterior avanço para a dimensão sociopolítica do tempo.
Como refere Hargreaves (1998: 119), “os quadros temporais monocrónicos prevalecem do ponto de vista administrativo, não porque estejam mais de acordo com as leis do mundo natural, nem porque sejam necessariamente mais eficazes do ponto de vista educativo, ou mais eficientes do ponto de vista administrativo. Pelo contrário, prevalecem porque constituem a prerrogativa dos poderosos”.
Voltarei ao assunto.
publicado por Miguel Pinto às 11:16
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Sábado, 15 de Maio de 2004

Disciplinas, professores e matéria especializada...

No professoricestrês questões desencadearam um debate extremamente vivo. Porque é que, entre nós, a carga docente é tão alta? Porque é que há tantas disciplinas e, se mais professores houvesse, mais haveria? Porque é que se dá tanta matéria especializada?
Longe de se circunscreverem ao ensino superior, estas questões podem ser reconfiguradas para os restantes níveis de ensino. Na minha modesta perspectiva, seria até desejável uma meta discussão sobre a temática.
Serão necessários outros olhares.
publicado por Miguel Pinto às 12:52
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2004

Mais escola

Interessante, sem dúvida, o cenário criado no geografismos. A interacção educativa ultrapassa os muros da escola para se desenvolver no plano virtual. É um canal de comunicação que, para além de exigir do professor um elevado investimento pessoal, requer um saber fazer em acção.
O que eu desejo é que esta iniciativa se propague noutras direcções.
publicado por Miguel Pinto às 15:39
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